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Do desespero a superação - A história do meu Intercâmbio

person access_time24/09/2018

Era janeiro de 2014, decepcionado por uma promoção perdida na empresa por não falar inglês, decidi mudar, decidi buscar um novo rumo, decidi fazer um intercâmbio para aprender inglês.

Não muito tempo antes, tinha ido a uma despedida de um amigo que estava indo pra Irlanda fazer intercâmbio, até aquele momento achava que o intercâmbio era algo fora da minha realidade de morador da periferia de SP. Mas depois disso pensei se ele pode, talvez eu possa também e a ideia ficou na minha cabeça.

Quando não consegui a tão esperada promoção no trabalho, pensei, agora é a hora!
Conversei com meus chefes e pedi pra que me mandassem embora para que eu conseguisse custear o meu intercâmbio, pois aprender inglês era questão de honra, precisava voltar fluente para conseguir o cargo que sempre sonhei.

E assim no final do mês de janeiro fechei meu intercâmbio e marquei o embarque para agosto daquele ano de 2014, foram quase 7 meses de preparação e ansiedade, as contas parece que não batiam e mesmo com a rescisão não parecia que iria conseguir os 3 mil euros suficientes para comprovar na imigração, mas não desisti, fui pra cima.

Vendi tudo que tinha que vender, recebi alguma ajuda de amigos, família e juntei meus 3 mil euros para poder embarcar no fatídico dia 05 de agosto.

Antes de chegar na Ilha Esmeralda fiz um stopover de 3 dias em Madri, realizei meu sonho de conhecer o estádio do Real Madrid e me diverti bastante na cidade. Mas no dia de ir embora, uma coisa terrível aconteceu que abalou completamente minhas estruturas.  No caminho para o aeroporto, onde ia pegar o voo para Dublin, fui furtado de uma das minhas bolsas que estava com cerca de 1200 euros dentro dela, meu mundo caiu. Mas tinha ainda a esperança de recuperar, pois estava na Europa, talvez tivesse apenas caído e alguém achou. Fui até a central do metrô espanhol quando pelas imagens do circuito de segurança eu pude ver o momento em que fui roubado e desesperado comecei a chorar.


Para piorar ainda mais essa confusão, ainda perdi meu voo para Dublin e tive que desembolsar mais 400 euros para conseguir pegar outro, no total um prejuízo de 1600 euros.
Dos meus 3 mil euros, que consegui com tanta dificuldade, agora restavam apenas 1400 euros. Bateu um desespero e até vontade de voltar pra casa, o medo me dominou e chorar era rotina nos meus primeiros dias de Ilha Esmeralda.

Meus amigos me deram maior apoio, estiveram do meu lado e me deram forças para não desistir e assim segui lutando do jeito que dava. Para tirar o visto alguns amigos me emprestaram o dinheiro apenas para que eu comprovasse na imigração e depois devolvesse. Já para viver fui apertando o máximo possível e gastando o mínimo sempre para conseguir me manter.

Com a grana acabando, o desespero pelo primeiro emprego tomava conta, mas a luta e busca diária não parava, onde me dissessem que talvez tivesse uma oportunidade eu ia.

Um dia, passando por uma pizzaria, brinquei com o dono do estabelecimento que estava procurando emprego e que se tivesse uma vaga eu toparia, então, ele foi com a minha cara e me chamou para trabalhar lá, logo de cara. Fui todo feliz para o meu primeiro dia de trabalho e ele me falou que pagaria apenas 25 euros por dia pra eu trabalhar por 5 horas, o que é muito abaixo do salário mínimo, mas naquele momento não tinha muita escolha. Porém, no primeiro dia trabalhei 9 horas e nem receber eu recebi, sai de lá as 6 da manhã e ele já estava me esperando pra estar lá ás 10 da manhã de volta, não me parecia certo, não me parecia que aquilo ia terminar bem. Decidi então não ir no segundo dia, mesmo precisando muito do dinheiro, pois não achei justo e certo o que ele estava fazendo e essa foi a decisão mais acertada da minha vida.

Para muitos parecia loucura, por que eu não tinha muita escolha, meu dinheiro estava acabando, eu teria que voltar ao Brasil e pior sem falar inglês, o que faria desse investimento uma total perda de tempo.

Já era meados de outubro de 2014, e eu já estava com passagem marcada para voltar no dia 29 de outubro, eu não me conformava com aquilo, não me conformava de nada estar dando certo, em 2 meses entregando CV´s só fiz 2 entrevistas que fui prontamente rejeitado devido ao meu inglês estar ainda muito fraco.

Até que eu descobri o Rickshaw, uma atividade que não é regularizada e causa um pouco de polêmica na Irlanda, devido algumas pessoas serem contra. O Rickshaw funciona como um taxi, só que é uma bike com uma cabine pro passageiro e para trabalhar com o rickshaw você precisa pagar um aluguel semanal da bike e ir pra rua atrás de clientes.

A essa altura do campeonato nem o dinheiro para o aluguel eu tinha mais, um amigo me emprestou o dinheiro e comecei a trabalhar naquela que seria minha última tentativa, porém a fase era difícil, parecia que nada estava dando certo e no primeiro dia de Rickshaw, a Garda (Policia Irlandesa) parou todos os Rickshaws e não nos deixou trabalhar.

Nesse momento comecei a me questionar de tudo, do porque nada funcionar, porque que as coisas não andavam, mesmo eu procurando sempre ser solicito com as pessoas, ajudar quem eu podia como eu podia, me questionava sobre onde estava a tal lei do retorno que todos falavam, foi uma noite difícil, não dormi nada, mas no dia seguinte peguei a bike e fui tentar de novo. A Garda não apareceu novamente e a noite fluiu bem, pela primeira vez via entrar um dinheiro e não apenas sair, fui trabalhando por mais alguns dias e no final da semana consegui pagar o aluguel de mais uma semana de bike e ainda me sobrou cerca de 200 euros e esse era o único dinheiro que eu tinha.

Eu tinha duas opções, tentar ficar, perder minha passagem e depois dar um jeito de comprar outra se fosse preciso ou ir embora na data da passagem e não correr o risco de perder ainda mais? Mesmo com todos os sinais de que deveria voltar, decidi ficar e arriscar.

No dia seguinte que minha passagem expirou recebi uma ligação de uma agência de eventos me chamando para trabalhar com eles em alguns shows e espetáculos. Alguns dias depois recebi uma chamada da Juliana Vital, dona da Vital Intercâmbios, me chamando para trabalhar com eles também e ainda as coisas no rickshaw estavam indo muito bem.

Aceitei tudo e fiquei trabalhando nos 3 empregos e estudando ao mesmo tempo, era exaustivo, mas eu nem sentia tanto esse cansaço pois a felicidade de ter conseguido era algo incrível.

A Vital estava em seu início, trabalhavam apenas eu, a própria Ju Vital e a Janaina Braga, na sala da casa da Jú, nem escritório tinha ainda. Mesmo com pouca estrutura, tudo era feito com muito amor e foi crescendo muito rápido. Logo eu já não dava conta dos 3 trabalhos e a Vital virou meu único trabalho e lá dentro pude participar da realização de sonhos de mais de 200 intercambistas. Pude trazer minha mãe, que nunca havia viajado pra fora, pra me visitar na Irlanda. Pude conhecer vários lugares da Europa, até mesmo realizar o sonho de conhecer a Tailândia e, por fim, consegui tirar a minha cidadania Italiana.

A cada conquista tudo foi fazendo sentido para mim, pois a vida não me deu em dobro tudo o que eu fiz, me deu 10x mais do que eu fiz. As pessoas que me ajudaram em cada uma dessas fases também tiveram ou terão suas vidas recompensadas de alguma forma e descobri que fazer o bem acaba criando um círculo virtuoso, uma corrente de coisas boas.

Em 2017, decidi sair da Vital para trabalhar em uma empresa Irlandesa, fui trabalhar como recrutador em uma agência, usando meu inglês. Quem poderia imaginar que o cara que nem um A falava direito em Inglês, agora trabalhava entrevistando candidatos para vagas de emprego. Por lá fiquei por quase um ano, mas sentia falta de trabalhar com intercâmbio e em 2018 voltei a trabalhar com a Vital através do meu projeto chamado Leva na Bagagem, é um projeto que ainda está no começo, que ainda tem suas dificuldades, mas depois de tudo que eu passei, não tem como eu ter dúvidas de que já deu certo!

Hoje estou de volta ao Brasil, com a missão de espalhar essa corrente do bem e de bons pensamentos, inspirando mais pessoas a lutarem pelos seus sonhos.

Se você sonha em fazer um intercâmbio também ou simplesmente quer conversar ou trocar informações, é só mandar uma mensagem em um dos contatos abaixo:

E-mail: ale.braconni@levanabagagem.com.br
Whatsapp: 11 981471453

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